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sábado, 3 de julho de 2010

Villa coloca Espanha nas meias-finais

Espanha sentiu muitos problemas para conseguir assegurar a vitória sobre o Paraguai (1-0). Este resultado faz com que estejam qualificados para as meias-finais, onde vão medir forças com a Alemanha. A selecção espanhola dominou praticamente todo o jogo, mas foi sempre sentido dificuldades no remate final. Ainda assim, a história da partida poderia ter sido diferente se Oscar Cardozo não tivesse falhado uma grande penalidade.O Paraguai entrou bem campo e foi a primeira a criar perigo, só que depois foi recuando no terreno e tentou fechar todos os caminhos para a sua baliza. No entanto, faltou velocidade e precisão de passe aos jogadores espanhóis, que não conseguiam furar a muralha adversária. Pouco minutos antes do intervalo, lance polémico na área da Espanha, com o árbitro a anular um golo ao Paraguai por fora-de-jogo de Valdez.Na segunda parte a toada do jogo foi igual, a Espanha atacava e o Paraguai tentava esporadicamente o contra-ataque. Mas, aos 59 minutos, o árbitro assinalou grande penalidade a favor dos paraguaios. Cardozo, que tinha sido o herói no último jogo, acabou por falhar e permitiu a defesa de Casillas.No lance imediato, o árbitro assinalou nova grande penalidade, mas desta vez contra o Paraguai. Xabi Alonso apontou com sucesso, só que árbitro mandou repetir. Na segunda tentativa o médio espanhol falhou.Os minutos foram passando o jogo ficou mais aberto e foi aí que surgiu o génio de Iniesta. O médio assinou uma jogada brilhante até à área do Paraguai, assistiu Pedro, que rematou ao poste, e na recarga Villa estabeleceu o resultado final.Este resultado faz com que a Espanha esteja apurada para as meias-finais, onde irá defrontar a Alemanha.
A Bola

Argentina humilhada pela Alemanha

Até «Dios», Diego Armando Maradona, terá se render: esta Alemanha é uma verdadeira máquina! Já tinha goleado a Inglaterra por 4-1, e agora ainda conseguiu superar esse registo, diante da Argentina (4-0).
Joachim Löw conseguiu formar um grupo jovem, mas cheio de talento. Com a bola nos pés nem parecem alemães, mas no pragmatismo com que atacam a baliza são do mais germânico que há. O futebol está cheio de surpresas, mas a Alemanha apresenta-se, nesta altura, como a mais forte candidata ao título mundial.
Quem entrou com tudo foi a Alemanha
Fiel à personalidade de Diego Armando Maradona, esta Argentina vinha exibindo o hábito de entrar em campo já a morder a língua. Desta vez, porém, saboreou o veneno alemão. O jogo tinha apenas três minutos quando Thomas Müller inagurou o marcador. Schweinsteiger cobrou um livre na esquerda, de forma perfeita, e o avançado antecipou-se à linha defensiva argentina, para apanhar Romero a meio da viagem.
Ainda mal tinha aquecido, a Alemanha já estava a jogar como tanto gosta: em contra-ataque, à espera dos erros de um adversário que se irrita quando não tem a bola. Não existiu Argentina durante quase meia hora. No seu estilo pragmático, mas bem jogado, a selecção de Joachim Löw até podia ter aumentado a vantagem aos 24 minutos, mas Klose rematou por alto, após passe lateralizado de Müller.
Os primeiros remates da Argentina só aparecem mesmo por volta dos 30 minutos, e os dois primeiros (de Heinze e Messi) nem chegam a assustar Manuel Neuer. Di María foi o primeiro a obrigar o guarda-redes alemão a fazer uma defesa, mas sem elevado grau de dificuldade. Embora tenha mostrado alguma paixão nos instantes finais do primeiro tempo, e até tenha introduzido a bola no fundo da baliza (lance anuladio a Argentina foi para o descaso sem saber muito bem como contornar o obstáculo alemão.
Uma pressão pouco sólida, para um contra-ataque pouco perdulário
O início do segundo tempo trouxe uma Argentina mais pressionante, mas nem por isso mais sólida. Di María ainda tentou dar o mote, com um belo remate de longe (48m), mas a «albiceleste» continuava muito pouco ligada, e a rematar sobretudo de longe.
Maradona pensou em Pastore para resolver o problema, mas quando o médio se preparava para entrar surgiu, dos pés de Miroslav Klose, um golpe decisivo (68m). Müller, mesmo no chão, conseguiu fazer um passe que desequilibrou toda a defesa, e que permitiu a Podolski fazer a assistência.
Já com o bilhete para a meia-final na mão, a Alemanha ainda espetou mais uma faca no coração argentino, ao chegar ao terceiro golo. Grande jogada de Bastian Schweinsteiger, a furar toda a defensiva, até à área, para depois oferecer o golo a Fredrich (74m).
Completamente destroçada, a Argentina desapareceu do jogo, e a Alemanha aproveitou para fazer o quarto golo. Miroslav Klose bisou a um minuto do fim, e aumentou a humilhação de Maradona.

Uruguai vence Gana nos penalties no jogo mais dramático do Mundial

O Uruguai venceu o Gana por 4-2 nos penalties, depois de 1-1 no final do prolongamento e vai jogar com a Holanda. O Gana cai de pé em jogo com drama para dar e vender. Recorde aqui. Depois de 119 minutos de jogo - com golos de Muntari e Forlán a fixar o 1-1 -, estava reservado para o último minuto o momento mais dramático. Luis Suarez afastou uma bola com as mãos, as duas mãos, depois de ter defendido com as pernas e parecia destinado a ser o mais odiado de hoje no Uruguai se Gyan marcasse. Era penalty para o Gana e seria a primeira vez que uma equipa africana estaria nas meias-finais de um Mundial. Seria, se Gyan, o homem que derrotou os Estados Unidos e colocou o Gana nos quartos-de-final não tivesse levado a bola a beijar a trave e a sair cima. Suarez, que já saía no túnel em lágrimas, voltou para trás, todo sorrisos. Terminou o jogo, lugar aos penalties.Trabalho psiscológico imediato com Gyan, era necessário voltar a marcar. As equipas escolheram baliza e seguiram. Forlán, estrela maior dos celeste avançou para ser o primeiro e marcou. Gyan, logo Gyan, foi também o primeiro do Gana e desta vez acertou. Mas não foi suficiente, pois Mensah e Addyiah permitiram defesas a Muslera, deixando assim o falhanço de Maxi Pereira, que chutou muito por cima, para segundo plano. Avançou Sebastian Abreu, que não tem a alcunha El Loco por acaso. Atirou «à Panenka» devagar, devagarinho, e colocou a bola mesmo ao centro da baliza.Festa para uns, lágrimas para outros, sobretudo para Gyan. O homem do Jogo eleito pelos adeptos do site da FIFA foi Forlán, mas bem podem agradecer a Suarez... O Uruguai vai defrontar a Holanda nas meias-finais, mas não poderá contar com Fucile, que viu o segundo amarelo e Suarez, expulso. Bom trabalho de Olegário Benquerença.
A Bola

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Holanda 2 - Brasil 1

Acabou-se o sonho do «hexa» para o Brasil. A Holanda derrotou a «Canarinha», por 2-1, no primeiro jogo dos quartos-de-final do Mundial e espera pelo vencedor do Uruguai-Gana nas meias-finais. Robinho lançou a esperança para os brasileiros, mas o golo de Sneijder e o autogolo de Felipe Melo, que também foi expulso com vermelho directo, deitou tudo por terra.
Sobre o péssimo relvado do estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, o Brasil entrou melhor. Os homens de Dunga dominaram o jogo e anularam a Holanda durante toda a primeira parte. O poderio brasileiro confirmou-se aos dez minutos com o golo de Robinho. O avançado recebeu um passe soberbo de Felipe Melo, da linha de meio-campo, e de primeira atirou sem hipóteses de defesa para a baliza de Stekelenburg.
O Brasil continuou a aproveitar as fragilidades da defesa holandesa e, aos 25 minutos, Kaká caiu em falta na grande-área. Era penalty de De Jong, mas a bola perdeu-se pela linha de fundo e o árbitro assinalou canto em vez de falta.
Os jogadores da Holanda sentiram a pressão, mas no regresso do intervalo deram uma excelente resposta. A «Laranja Mecânica», com Kuyt e Sneijder em grande, igualou a partida graças a um autogolo de Felipe Melo. O guarda-redes Júlio César saltou com Felipe Melo para tentar o corte a um centro de Sneijder, mas foi o médio que desviou mal de cabeça e directo para a baliza.
O empate descontrolou o Brasil, que não encontrou discernimento para reorganizar o seu jogo. A Holanda aproveitou a desorganização brasileira e, aos 68 minutos, fez a reviravolta. Após canto de Robben, Kuyt cabeceou para trás ao primeiro poste, a bola sobrou para Sneijder (mal marcado por Felipe Melo) e o 7 não perdoou o segundo golo, de cabeça.
Em desvantagem no marcador, o Brasil ficou também em inferioridade no campo. Felipe Melo pisou Robben e viu o cartão vermelho directo pela agressão ao avançado holandês. O desespero instalou-se entre os brasileiros, que correram em vão atrás do prejuízo.
MaisFutebol

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Olegário Benquerença apita Uruguai – Gana

O português Olegário Benquerença foi o árbitro escolhido pela FIFA para apitar o jogo dos quartos-de-final do Mundial entre o Uruguai e o Gana.Benquerença vai, assim, dirigir o seu terceiro jogo na África do Sul, depois das partidas entre Japão-Camarões e Nigéria-Coreia do Sul.
Lista dos árbitros para os quartos-de-final do Mundial2010:
Holanda -- Brasil, Yuichi Nishimura (Japão).
Uruguai -- Gana, Olegário Benquerença (Portugal)
Argentina -- Alemanha, Ravshan Irmatov (Uzbequistão)
Paraguai -- Espanha, Carlos Batres (Guatemala).

A Bola

terça-feira, 29 de junho de 2010

Portugal perdeu com Espanha (0-1)

Selecção portuguesa foi esta noite afastada do Campeonato do Mundo de futebol, ao perder (0-1) com a Espanha, num jogo em que Eduardo evitou uma mão cheia de golos do adversário. A Espanha entrou em campo mandona e nos primeiros minutos por três vezes Eduardo foi chamado a intervir, de modo a evitar o golo. Portugal parecia entregar a organização do jogo à Espanha, estratégia que permitiria libertar o contra-ataque luso.Aos 8 minutos a equipa de Queiroz deu o primeiro sinal de estar viva, beneficiando de dois pontapés de canto. Aos 20, pela primeira vez os portugueses gritaram, com falso testemunho, golo. Foi num pontapé de fora da área de Raúl Meireles. Casillas defendeu e na recarga Hugo Almeida não conseguiu o golo.Oito minutos depois, no segundo livre marcado por Ronaldo, Casillas largou a bola e, mais uma vez, esteve à vista o golo português. Até ao intervalo a Espanha voltou a dispor de boas ocasiões por marcar, mas a última boa oportunidade da primeira parte pertenceu a Hugo Almeida que não conseguiu desviar um cruzamento da esquerda de Raúl Meireles.A entrada para a segunda-parte não trouxe alterações significativas à partida. A primeira ocasião de golo pertenceu a Portugal, numa jogada de Hugo Almeida em que Puyol quase traiu Casillas.Se até aos 60 minutos a equipa de Carlos Queiroz conseguiu afasta a Espanha das imediações da grande-área, a verdade é que desde a entrada de Llorente para o lugar de Torres os espanhóis cresceram.Eduardo ainda fez uma grande defesa, mas aos 63 David Villa aproveitou o espaço concedido no lado direito da defesa portuguesa e fez o 1-0, na recarga a um primeiro remate defendido por Eduardo.Em desvantagem, Carlos Queiroz fez entrar Liedson e Pedro Mendes para os lugares de Simão e Pepe. Portugal tentava, então, encontrar o caminho para a baliza espanhola. O campeão da Europa, no entanto, mantinha o controlo do jogo.Ramos, primeiro, Villa, depois, obrigaram Eduardo a novas intervenções para evitar o 2-0. Os ponteiros do relógio avançavam perigosamente para o fim e era preciso um milagre para Portugal evitar a eliminação nos oitavos de final do campeonato do Mundo. Não houve milagre, nem houve qualquer remate português, o que, naturalmente, impossibilitava o tal milagre.Houve ainda tempo para uma expulsão na equipa portuguesa. Ricardo Costa, em cima dos 90 minutos, viu o cartão vermelho por alegada agressão a Capdevila. A Espanha vai jogar com o Paraguai nos quartos-de-final.

Paraguai ganha nos penalties e segue para os quartos

Cardozo marcou o penalty decisivo depois de um erro de um adversário, que acabou com o empate persistente entre Paraguai e Japão por uma vaga nos quartos-de-final. Os sul-americanos esperam por Espanha ou Portugal. 120 minutos de futebol para zero golos e raríssimas oportunidades. Jogo arrastado, fechado, com poucos momentos de emoção entre duas equipas que apenas pareciam não querer perder. Uma bola à barra de Matsui, aos 23, respondeu a um remate anterior de Barrios, mas estes dois lances foram um oásis em todo o jogo. A segunda parte não ajudou e foi sem surpresa que se caiu no prolongamento. Aí o Paraguai pareceu querer resolver, mas sem sucesso.Recurso a grandes penalidades onde apenas o japonês Konamo falhou. Cardozo, entrado no início do prolongamento, converteu o pontapé final.
In A Bola

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Canarinhos em frente

Dois golos em cinco minutos colocaram o Brasil nos quartos-de-final do Mundial. Agora segue-se a Holanda... e Dunga só pode sorrir. A selecção laranja costuma ser bom prenúncio para o treinador brasileiro: das duas vezes que a encontrou, só parou na final. Nos Estados Unidos foi campeão, em França morreu na praia.
Nem sempre ganhou, e esse pode ser um estímulo para o adversário. Em 94 Romário, Bebeto e Branco, este último com um livre que ele próprio chamou de «o golo do cala-a-boca», desfizeram a defesa liderada por Valckx, em 98 porém as duas selecções não saíram do empate, tendo a sorte sorrido ao Brasil nos penalties.
Ora o histórico de confrontos fica completo com uma vitória holandesa no Mundial 74: a selecção do futebol total venceu com golos de Cruijff e Neeskens. O que deixa as contas no zero. Uma vitória, um empate e uma derrota para cada. Posto isto, quem vai querer perder o tira-teimas de sorriso no canto da boca para Dunga?
Ramires sim, no melhor Brasil do Mundial
A vitória sobre o Chile trouxe para este Mundial o melhor Brasil até agora. Com Ramires no onze, a selecção de Dunga não foi encantadora, mas criou espaços e soube aproveitá-los. Perante um adversário que fez tremer a Espanha, o Brasil não chegou a ficar nervoso. O que também pode ser um bom sinal para Portugal.
Certo, para já, é que grande parte da vitória passou pela entrada de Ramires no onze. Com o benfiquista em campo, a selecção canarinha mantém a agressividade a defender, mas ganha muito mais profundidade ofensiva. A cavalgada finalizada na assistência para o golo de Robinho seria impossível com Felipe Melo.
Nessa altura, convém lembrá-lo, o Brasil já ganhava por 2-0 e o Chile já era incapaz de manter a consistência de outros jogos. A equipa de Bielsa, aliás, nunca se aproximou das boas exibições anteriores. É verdade que lhe faltaram os três titulares do eixo defensivo, todos castigados, mas não chega para justificar tudo.
O Chile teve a agressividade de sempre, é certo que sim, aquela agressividade que faz dele uma selecção perigosa, mas faltou-lhe intensidade. O melhor Brasil correspondeu ao pior Chile e esse foi um pormenor que também fez a diferença. Durante toda a primeira parte, por exemplo, o Chile não criou uma ocasião de golo.
Ramires não, falha o jogo com a Holanda
O Brasil tinha inaugurado o marcador numa bola parada muito mal defendida pelo Chile e ampliou a vantagem num contra-ataque perfeito, que teve pelo meio um toque artístico de Kaká na assistência. Antes disso tinha encontrado dificuldades para criar perigo, é verdade que sim, mas depois foi claramente melhor.
Não foi avassalador, mas este Brasil não é nunca avassalador. É um Brasil europeizado, à imagem de Dunga: conservador, metódico e equilibrado. Venceu bem e saiu do Ellis Park moralizado para o futuro. Apenas leva um lamento: Ramires viu o segundo amarelo e falha a Holanda. Logo agora que teria ganho o lugar.

Holanda segue para os «quartos» após vitória sobre Eslováquia (2-1)

A Holanda é o quinto apurado para os quartos-de-final o Mundial, após ter derrotado a estreante Eslováquia por 2-1. Robben, no primeiro jogo a titular na competição, inaugurou o marcador e Sneijder confirmou a vitória laranja. Vittek reduziu de grande penalidade em tempo de descontos.
A formação laranja continua muito segura e eficiente, agora contando com aquela que é considerada a sua principal estrela: Robben. O extremo entrou pela primeira vez de início desde o começo do Mundial e deu excelente resposta, inaugurando o marcador aos 18 minutos, numa rápida jogada de contra-ataque, lançado por Sneijder. A jogada que resultou no tento holandês ainda teve réplicas, mas sem sucesso, assim como aconteceu com a estratégia da Eslováquia.Depois de ter atirado para fora da competição a Itália, actual detentora do título, a selecção do leste poucos lances conseguiu criar junto da baliza holandesa. Fazendo exibição q.b. a laranja acabou então por justificar o segundo golo, apontado por Sneijder, aos 84 minutos. Vittek, já em tempo de descontos, apontou o tento de honra, através de grande penalidade, o seu quarto golo na competição.A Holanda fica agora à espera do desfecho do encontro entre Brasil e Chile, a realizar ainda esta segunda-feira. O vencedor será o seu adversário nos quartos-de-final.