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sábado, 3 de julho de 2010

Scolari é o favorito para suceder a Dunga

O antigo seleccionador de Portugal Luiz Filipe Scolari é o favorito da Confederação Brasileira de Futebol para assumir o comando técnico da “canarinha”, de acordo vários órgãos de comunicação brasileiros. Para além dos dirigentes, parece que os adeptos aprovam o regresso de "Felipão" ao cargo.Caso a intenção do organismo se consume, Scolari sucede a Carlos Dunga num cargo que já foi seu entre 2001 e 2002. No último ano, o técnico levou o Brasil à conquista do quinto título de campeão do Mundo.No entanto, o Palmeiras anunciou a contratação do treinador que terá aceite um contrato a expirar em 2012. Só que não se sabe se o vínculo já terá sido assinado e oficializado. Há a salientar que o próprio Scolari revelou há pouco tempo que gostaria de treinar uma selecção no próximo Mundial, em 2014, que será organizado pelo próprio Brasil. Haverá melhor que comandar os destinos do anfitrião? Este acaba por ser o principal ponto a favor a CFB.Scolari não é o único na lista, pois Mano Menezes, Leonardo e Zico são os outros candidatos ao lugar de Dunga, indica a imprensa brasileira.Dunga, recorde-se, abandonou o cargo logo após a eliminação do escrete frente à Holanda (1-2), nos quartos-de-final do Mundial que decorre na África do Sul.
A Bola

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Dunga confirma saída

Carlos Dunga não vai continuar como seleccionador brasileiro. O técnico confirmou a saída após a derrota da “canarinha” frente à Holanda e consequente eliminação do Mundial nos quartos-de-final, à semelhança do que aconteceu em 2006, na Alemanha.«[A eliminação do Mundial] é da responsabilidade de todos», começou por dizer Dunga, que depois assumiu «todas as decisões tomadas nos treinos, no comportamento com a imprensa e o sistema de jogo».Assim, o treinador acabou por revelar que «sabia que ia permanecer quatro anos» no cargo, perspectivando, pois, a sua saída do comando técnico do “escrete”.Em 2006, Carlos Alberto Parreira conheceu semelhante destino após a eliminação também nos «quartos» do Mundial. Dunga assumiu o controlo da selecção em Agosto do mesmo ano.
A Bola

Holanda 2 - Brasil 1

Acabou-se o sonho do «hexa» para o Brasil. A Holanda derrotou a «Canarinha», por 2-1, no primeiro jogo dos quartos-de-final do Mundial e espera pelo vencedor do Uruguai-Gana nas meias-finais. Robinho lançou a esperança para os brasileiros, mas o golo de Sneijder e o autogolo de Felipe Melo, que também foi expulso com vermelho directo, deitou tudo por terra.
Sobre o péssimo relvado do estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, o Brasil entrou melhor. Os homens de Dunga dominaram o jogo e anularam a Holanda durante toda a primeira parte. O poderio brasileiro confirmou-se aos dez minutos com o golo de Robinho. O avançado recebeu um passe soberbo de Felipe Melo, da linha de meio-campo, e de primeira atirou sem hipóteses de defesa para a baliza de Stekelenburg.
O Brasil continuou a aproveitar as fragilidades da defesa holandesa e, aos 25 minutos, Kaká caiu em falta na grande-área. Era penalty de De Jong, mas a bola perdeu-se pela linha de fundo e o árbitro assinalou canto em vez de falta.
Os jogadores da Holanda sentiram a pressão, mas no regresso do intervalo deram uma excelente resposta. A «Laranja Mecânica», com Kuyt e Sneijder em grande, igualou a partida graças a um autogolo de Felipe Melo. O guarda-redes Júlio César saltou com Felipe Melo para tentar o corte a um centro de Sneijder, mas foi o médio que desviou mal de cabeça e directo para a baliza.
O empate descontrolou o Brasil, que não encontrou discernimento para reorganizar o seu jogo. A Holanda aproveitou a desorganização brasileira e, aos 68 minutos, fez a reviravolta. Após canto de Robben, Kuyt cabeceou para trás ao primeiro poste, a bola sobrou para Sneijder (mal marcado por Felipe Melo) e o 7 não perdoou o segundo golo, de cabeça.
Em desvantagem no marcador, o Brasil ficou também em inferioridade no campo. Felipe Melo pisou Robben e viu o cartão vermelho directo pela agressão ao avançado holandês. O desespero instalou-se entre os brasileiros, que correram em vão atrás do prejuízo.
MaisFutebol

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Canarinhos em frente

Dois golos em cinco minutos colocaram o Brasil nos quartos-de-final do Mundial. Agora segue-se a Holanda... e Dunga só pode sorrir. A selecção laranja costuma ser bom prenúncio para o treinador brasileiro: das duas vezes que a encontrou, só parou na final. Nos Estados Unidos foi campeão, em França morreu na praia.
Nem sempre ganhou, e esse pode ser um estímulo para o adversário. Em 94 Romário, Bebeto e Branco, este último com um livre que ele próprio chamou de «o golo do cala-a-boca», desfizeram a defesa liderada por Valckx, em 98 porém as duas selecções não saíram do empate, tendo a sorte sorrido ao Brasil nos penalties.
Ora o histórico de confrontos fica completo com uma vitória holandesa no Mundial 74: a selecção do futebol total venceu com golos de Cruijff e Neeskens. O que deixa as contas no zero. Uma vitória, um empate e uma derrota para cada. Posto isto, quem vai querer perder o tira-teimas de sorriso no canto da boca para Dunga?
Ramires sim, no melhor Brasil do Mundial
A vitória sobre o Chile trouxe para este Mundial o melhor Brasil até agora. Com Ramires no onze, a selecção de Dunga não foi encantadora, mas criou espaços e soube aproveitá-los. Perante um adversário que fez tremer a Espanha, o Brasil não chegou a ficar nervoso. O que também pode ser um bom sinal para Portugal.
Certo, para já, é que grande parte da vitória passou pela entrada de Ramires no onze. Com o benfiquista em campo, a selecção canarinha mantém a agressividade a defender, mas ganha muito mais profundidade ofensiva. A cavalgada finalizada na assistência para o golo de Robinho seria impossível com Felipe Melo.
Nessa altura, convém lembrá-lo, o Brasil já ganhava por 2-0 e o Chile já era incapaz de manter a consistência de outros jogos. A equipa de Bielsa, aliás, nunca se aproximou das boas exibições anteriores. É verdade que lhe faltaram os três titulares do eixo defensivo, todos castigados, mas não chega para justificar tudo.
O Chile teve a agressividade de sempre, é certo que sim, aquela agressividade que faz dele uma selecção perigosa, mas faltou-lhe intensidade. O melhor Brasil correspondeu ao pior Chile e esse foi um pormenor que também fez a diferença. Durante toda a primeira parte, por exemplo, o Chile não criou uma ocasião de golo.
Ramires não, falha o jogo com a Holanda
O Brasil tinha inaugurado o marcador numa bola parada muito mal defendida pelo Chile e ampliou a vantagem num contra-ataque perfeito, que teve pelo meio um toque artístico de Kaká na assistência. Antes disso tinha encontrado dificuldades para criar perigo, é verdade que sim, mas depois foi claramente melhor.
Não foi avassalador, mas este Brasil não é nunca avassalador. É um Brasil europeizado, à imagem de Dunga: conservador, metódico e equilibrado. Venceu bem e saiu do Ellis Park moralizado para o futuro. Apenas leva um lamento: Ramires viu o segundo amarelo e falha a Holanda. Logo agora que teria ganho o lugar.